Fole

04.06.2016

Fole conecta-se com assuntos que escapam à cosmologia dos símbolos pacificados. Através de seu fôlego, de seu movimento, desacelera a vontade de ressaltar o significado das coisas. Não é de palavra que Fole existe, mas de gesto e conflito. E de alegria, talvez. Seu corpo ganha dimensões efêmeras à espera que o vento se acalme. Seu movimento não pode se repetir ou ser comparado, pois não pertence a esse ou àquele lugar. Aquilo que entra e sai de sua boca contamina a quem respira, modifica a coloração do ar, intensifica o sopro coletivo. Fole nasce com a possibilidade de atravessar continentes, e continuar só, absolutamente só. E visível, a quem quiser dele se aproximar.

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